quarta-feira, 20 de outubro de 2010

E A VIDA PASSA



TRADUÇÃO DA MÚSICA HELP
(Lennon - McCartney)

Socorro! Eu preciso de alguém!
Socorro! Não qualquer pessoa
Socorro! Você sabe que eu preciso de alguém socorro!

Quando eu era jovem, muito mais jovem que hoje
Eu nunca precisei da ajuda de ninguém em nenhum sentido
E agora estes dias se foram, eu não sou uma pessoa assim tão segura
Agora eu acho. Eu mudei minha mente e abri as portas

Ajude-me, se você puder, eu me sinto pra baixo
E eu aprecio você estar por perto
Ajude-me, coloque meus pés de volta no chão.
Você não vai, por favor, ajudar-me?

E agora minha vida mudou em muitos sentidos
Minha independência parece dissipar-se na neblina
Mas de vez em quando me sinto tão inseguro
Eu sei que preciso de você como nunca precisei antes

Ajude-me, se você puder, eu me sinto pra baixo
E eu aprecio você estar por perto
Ajude-me, coloque meus pés de volta no chão.
Você não vai, por favor, ajudar-me?

Quando eu era jovem, muito mais jovem que hoje
Eu nunca precisei da ajuda de ninguém em nenhum sentido
E agora estes dias se foram, eu não sou uma pessoa assim tão segura
Agora eu acho. Eu mudei minha mente e abri as portas

Ajude-me, se você puder, eu me sinto pra baixo
E eu aprecio você estar por perto
Ajude-me, coloque meus pés de volta no chão.
Você não vai, por favor, ajudar-me?

Fonte: http://the-beatles.letrasdasmusicas.com.br/help-traducao-letra.html

domingo, 10 de outubro de 2010

O MITO DA CAVERNA

Relendo o Livro Sétimo da República de Platão retirei o seguinte:

(...) “em seguida”, eu disse, “ compara o efeito da educação e da sua falta na nossa natureza a uma experiência como a seguinte: imagina seres humanos habitando uma espécie de caverna (...) e ali desde a infância, fixados no mesmo lugar, com pescoço e pernas sob grilhões, unicamente capazes de ver à frente, visto que seus grilhões os impedem de virarem suas cabeças...”

E por aí segue Sócrates debatendo.

Analisando o texto, penso que os professores são a camada social privilegiada, aquela que saiu da caverna. E aí está o xis da questão: a dificuldade que ele sente quando retorna ao seu mundo original, ao qual todos nós originalmente pertencemos: o do desconhecimento.

Dentro do mundo atual globalizado, tudo se tornou mercadoria. Dessa forma, embora alguns educadores mordam a isca, e divulguem aos quatro cantos do mundo fartos textos sobre reprovação e repetência, devemos considerar o que os educadores de gabinete desconsideram: é que para o sistema, aluno repetindo é custo. Mais importante para os administradores da educação neste país é que eles consideram que aluno é estorvo, professor é estorvo. Só conseguem enxergar a educação, absurdamente, como uma atividade não produtiva, porque não acontece a troca imediata com seu respectivo dividendo. Conseqüentemente, alunos reprovados dentro da escola significam mais estorvos. Mais professores, mais funcionários, a necessidade de uma maior estrutura onerosa para o Estado, mais estorvos.

Evidente que deve prevalecer o aspecto humano, em que a reprovação tem sérias conseqüências. Mas isto tem que ser estudado não de forma tendenciosa, desconsiderando que os alunos freqüentam um meio que não tem o mínimo interesse que saiam do seu estado de desconhecimento, e que garante a sua inércia social.

Baseados nestas idéias, os “donos do poder” desviam a atenção da sociedade para a escola, colocando uma nuvem sobre os cidadãos para que não enxerguem que os problemas não estão em seu interior, eles entram junto com os alunos que trazem todos os seus problemas do mundo em que vivem. A escola não é a geradora da violência. A sociedade sim. E o descaso das autoridades diante deste sério problema coloca em risco estudantes e profissionais da educação. A escola não desfaz a estrutura básica da sociedade que é a família. O sistema sim. A escola não determina as regras do ensino. O Estado sim.

Missão difícil a do professor, que todos os dias tem que retornar à caverna, desconhecido e incompreendido por todos, deve fazer o aluno acomodado a seus grilhões, entender que a sua sombra distorcida é apenas uma imagem que não precisaria ver. Que os sons ininteligíveis, não precisariam ser escutados. Que a semi-escuridão poderia ser substituída pela majestosa luz solar.

A escola no Brasil ainda está dentro da caverna... a do mito.

UM TIRIRICA MAIS, UM TIRIRICA MENOS...

Todas as atitudes humanas, mesmo nas situações mais simples, apresentam significados. Eles estão ligados às diferentes visões de mundo. Estas ligações podem se apresentar com aquilo que há de melhor, quanto com o que pior em um ser humano.

Fico aqui pensando porque as pessoas só dão importância aos fatos publicados pela mídia, discutem, brigam, deixam parte de suas preciosas vidas, às vezes em discussões estéreis, tentando se convencer que tem lugar importante, em um curto prazo, logo descartando o tema, se entregando a outro com o mesmo empenho.

Em alguns momentos, indignado, penso que errado estou eu. Penso que é natural criticar a candidatura e eleição do Tiririca, e esquecer que este Brasil está cheio de Tiriricas espalhados por estes mais de 8,5 milhões de quilômetros quadrados, por aí, administrando Estados, cidades, Assembléias. Quantos brasileiros já não elegeram um Tiririca? Quantos de vocês brasileiros, que afirmam que nunca votaram em algum Tiririca, tornaram-se cúmplices de sua eleição pela omissão.

Por mais que os grupos dominantes tentem escamotear, cada momento é revelador da pluralidade de idéias, todas expostas de forma concatenada, estrategicamente, para obter uma singularidade de atitudes. Assim, cada momento que deveria se apresentar diferenciado por uma clara superfície de separação, um divisor de águas, apenas se apresenta como uma mistura heterogênea de fatos e idéias, como um frasco cheio de água e óleo, que agitado apresenta aquelas inúmeras bolhinhas que não conseguem misturar-se antes de algum tempo, tempo esse meticulosamente estudado e com fins pré-determinados.

O alarde em torno da eleição do Everardo traz à tona todo o cinismo da sociedade brasileira, que determina em quem os brasileiros podem descarregar toda a raiva, todo o preconceito, sem o risco do rótulo.

Mas espere... Quem lê a parte inicial do texto pensará que quem o escreveu concorda com a eleição de um candidato semi-analfabeto, que até hoje só pôde ser ouvido na televisão falando e fazendo bobagem, afinal, é natural, pois se trata de um palhaço. Evidente que não concordo. Mas deve ficar claro que o que realmente quero são transformações completas, mesmo que para isso seja necessária a subversão no poder, a adoção de um novo contrato social, simplesmente porque não posso concordar em viver neste sistema que os fatalistas apresentam como inexorável rumo de uma sociedade embalada por uma orquestra de Tiriricas. Com maestros Tiriricas. Com povo Tiririca. Todos a criticar a eleição da imagem triste do significado do voto da quase totalidade dos brasileiros.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

JOHN LENNON

09 de outubro

Há muito tempo não chorava, mas o que posso fazer se estou chorando. Afinal hoje é o dia de chorar. Chorar antecipadamente a morte de John Lennon, que em 09/10 estaria completando setenta anos.

Embalado pelos Beatles, e principalmente por John Lennon, pertenço àquela geração de sonhadores. Faço parte daquele grupo de jovens que ainda podiam sonhar com um mundo diferente, melhor. Assim, quando escutamos – nós, jovens sonhadores – o lançamento de “Imagine”, aquela canção de paz e amor, ficamos fascinados. Em nossa ingenuidade de meninos ou adolescentes dos anos 60, enxergávamos aquele mundo do nosso ídolo maior, sem fronteiras, em que os homens poderiam viver em irmandade, dividindo cada espaço do planeta: “A brotherhood of man. Imagine all the people, Sharing. all the world”.

Hoje, quando me olho no espelho, já não consigo enxergar mais os cabelos castanhos que cobriam a minha cabeça no final daquela década. Eles hoje estão brancos, quase sexagenários, mas em um quase sexagenário com força ainda para querer o diferente, utópico, embalado pelo sonho da Terra Prometida, que ainda espera a concretização dos versos de Lennon: “Imagine todas as pessoas. Vivendo a vida em paz”.

The dream is over! O ídolo bradou. Será? Não, claro que não. O sonho jamais acabará. Pelo menos enquanto tivermos forças para lembrar que a década de 1960 não foi uma folha do calendário que foi virada sem ser vivida. What a magic years.

Para assistir o vídeo de Imagine (canção de 1971) vá até o fim do texto.

Imagine

Imagine que não há paraíso

É fácil se você tentar

Nenhum inferno abaixo de nós

Acima de nós apenas o céu

Imagine todas as pessoas

Vivendo para o hoje

Imagine não existir países

Não é difícil de fazê-lo

Nada pelo que matar ou morrer

E nenhuma religião também

Imagine todas as pessoas

Vivendo a vida em paz

Você pode dizer

Que eu sou um sonhador

Mas eu não sou o único

Espero que um dia

você se junte a nós

E o mundo, então, será como um só

Imagine não existir posses

Me pergunto se você consegue

Sem necessidade de ganância ou fome

Uma irmandade de homens

Imagine todas as pessoas

Compartilhando todo o mundo

Fonte: http://letras.terra.com.br/john-lennon/90/traducao.html