TAÇA JULES RIMET: Geração do Pelé e do Maracanã
Por ser a seleção brasileira a única na história das copas do mundo a participar de todas as edições promovidas pela FIFA, além do bom desempenho através do tempo, faz crescer o interesse dos brasileiros pelo futebol.
Neste momento, em que se aproxima mais uma copa do mundo, a escola não pode deixar de participar junto aos alunos deste evento que eles, e todos os brasileiros, consideram tão importante.
Dentro da disciplina História, são inúmeras as formas como podem ser abordados eventos como esse. O importante é, então, juntar o interesse dos alunos com a possibilidade que adquiram conhecimento sobre um recorte temporal histórico.
Analisadas as várias abordagens que poderiam ser feitas, um estudo detalhado do momento atual deste esporte, submetido aos interesses do capitalismo liberal, em que tudo é uma mercadoria e conseqüentemente tem seu preço, deixando em um plano secundário até mesmo a técnica, a arte, e o talento que o futebol pode brindar ao espectador, foi escolhido o período das nove primeiras copas disputadas, por apresentar características bem diferentes, de jogadores, clubes, dirigentes e torcedores.
Ao pesquisar em revista especializada, constata-se a mudança muito grande no que tange ao poder econômico dos clubes e a suas capacidades de pagar salários e despesas com jogadores, e que pode ser corroborado pela seguinte citação:
(...) tem sido comum, nos últimos tempos, confronto entre jogadores e dirigentes colorados por causa de dinheiro – o último tinha sido o do próprio Rímoli com o uruguaio Rubén Paz, que reclamava 24 000 dólares1 (...) devidos desde o ano passado2.
É uma afirmação da revista que remete à dificuldade econômica do clube porto-alegrense que encontrava dificuldade até mesmo para pagar os seus jogadores; à porta da insolvência.
Pouco tempo depois o Grêmio liberaria o jogador Valdo para Portugal para receber um salário de US$ 10 000 (tentador ao atleta), em clara diferença do poder econômico dos clubes brasileiros da época, embora suas dívidas fossem astronômicas para o período, pois giravam em torno de US$1000 000: “a dívida do Internacional chega em agosto instalada numa faixa entre 700 e 800 milhões de cruzeiros – sua despesa mensal alcança aos Cr$ 90 000 000”3.
Interessante é a análise que se pode fazer dos números. Atualmente qualquer jogador da seleção brasileira recebe em dólares, em libras ou em euros. O salário destes jogadores é inimaginável para a maioria dos brasileiros que veste a camisa verde e amarelo, e sai às ruas em festa pela vitória da seleção, idolatrando atletas que contrastam em muito com os antigos convocados que participaram das seleções que defenderam o Brasil nas copas de 30/34/38/50/54/58/62/66/70.
Pelos valores expressos na revista, pode-se ter idéia aproximada dos salários pagos aos jogadores dos clubes da primeira linha do futebol brasileiro como Grêmio e Internacional, nas décadas de 1970 e anteriores, e mesmo assim, o Brasil conseguiu três maravilhosas conquistas, tanto em resultado (três títulos) quanto em aproveitamento (3/9).
Essa simples leitura do texto acima já denota o contraste com o Brasil atual, sob um novo regime, um novo modelo econômico, inserido na economia globalizada, que vê seus jogadores transferindo-se para diferentes lugares do mundo, e mesmo assim a massa continua a torcer, pois para ela o mais importante é o que significa a camisa amarela. Orgulha-se simplesmente porque ela representa o Brasil, independente que vestido-a, estejam homens comuns que, seduzidos pela possibilidade de faturar milhões de dólares, não apresentem sentimento em comum com a maioria dos brasileiros, como os jogadores que vestiram a camisa da seleção nas nove primeiras copas, que são apresentadas como proposta de estudo neste planejamento.
Consulta: Revista Placar de 05/08/2010
Neste momento, em que se aproxima mais uma copa do mundo, a escola não pode deixar de participar junto aos alunos deste evento que eles, e todos os brasileiros, consideram tão importante.
Dentro da disciplina História, são inúmeras as formas como podem ser abordados eventos como esse. O importante é, então, juntar o interesse dos alunos com a possibilidade que adquiram conhecimento sobre um recorte temporal histórico.
Analisadas as várias abordagens que poderiam ser feitas, um estudo detalhado do momento atual deste esporte, submetido aos interesses do capitalismo liberal, em que tudo é uma mercadoria e conseqüentemente tem seu preço, deixando em um plano secundário até mesmo a técnica, a arte, e o talento que o futebol pode brindar ao espectador, foi escolhido o período das nove primeiras copas disputadas, por apresentar características bem diferentes, de jogadores, clubes, dirigentes e torcedores.
Ao pesquisar em revista especializada, constata-se a mudança muito grande no que tange ao poder econômico dos clubes e a suas capacidades de pagar salários e despesas com jogadores, e que pode ser corroborado pela seguinte citação:
(...) tem sido comum, nos últimos tempos, confronto entre jogadores e dirigentes colorados por causa de dinheiro – o último tinha sido o do próprio Rímoli com o uruguaio Rubén Paz, que reclamava 24 000 dólares1 (...) devidos desde o ano passado2.
(Placar, pág. 27)
É uma afirmação da revista que remete à dificuldade econômica do clube porto-alegrense que encontrava dificuldade até mesmo para pagar os seus jogadores; à porta da insolvência.
Pouco tempo depois o Grêmio liberaria o jogador Valdo para Portugal para receber um salário de US$ 10 000 (tentador ao atleta), em clara diferença do poder econômico dos clubes brasileiros da época, embora suas dívidas fossem astronômicas para o período, pois giravam em torno de US$1000 000: “a dívida do Internacional chega em agosto instalada numa faixa entre 700 e 800 milhões de cruzeiros – sua despesa mensal alcança aos Cr$ 90 000 000”3.
Interessante é a análise que se pode fazer dos números. Atualmente qualquer jogador da seleção brasileira recebe em dólares, em libras ou em euros. O salário destes jogadores é inimaginável para a maioria dos brasileiros que veste a camisa verde e amarelo, e sai às ruas em festa pela vitória da seleção, idolatrando atletas que contrastam em muito com os antigos convocados que participaram das seleções que defenderam o Brasil nas copas de 30/34/38/50/54/58/62/66/70.
Pelos valores expressos na revista, pode-se ter idéia aproximada dos salários pagos aos jogadores dos clubes da primeira linha do futebol brasileiro como Grêmio e Internacional, nas décadas de 1970 e anteriores, e mesmo assim, o Brasil conseguiu três maravilhosas conquistas, tanto em resultado (três títulos) quanto em aproveitamento (3/9).
Essa simples leitura do texto acima já denota o contraste com o Brasil atual, sob um novo regime, um novo modelo econômico, inserido na economia globalizada, que vê seus jogadores transferindo-se para diferentes lugares do mundo, e mesmo assim a massa continua a torcer, pois para ela o mais importante é o que significa a camisa amarela. Orgulha-se simplesmente porque ela representa o Brasil, independente que vestido-a, estejam homens comuns que, seduzidos pela possibilidade de faturar milhões de dólares, não apresentem sentimento em comum com a maioria dos brasileiros, como os jogadores que vestiram a camisa da seleção nas nove primeiras copas, que são apresentadas como proposta de estudo neste planejamento.
Consulta: Revista Placar de 05/08/2010
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