domingo, 30 de maio de 2010

COPA DO MUNDO 2010

TAÇA JULES RIMET: Geração do Pelé e do Maracanã

Por ser a seleção brasileira a única na história das copas do mundo a participar de todas as edições promovidas pela FIFA, além do bom desempenho através do tempo, faz crescer o interesse dos brasileiros pelo futebol.
Neste momento, em que se aproxima mais uma copa do mundo, a escola não pode deixar de participar junto aos alunos deste evento que eles, e todos os brasileiros, consideram tão importante.
Dentro da disciplina História, são inúmeras as formas como podem ser abordados eventos como esse. O importante é, então, juntar o interesse dos alunos com a possibilidade que adquiram conhecimento sobre um recorte temporal histórico.
Analisadas as várias abordagens que poderiam ser feitas, um estudo detalhado do momento atual deste esporte, submetido aos interesses do capitalismo liberal, em que tudo é uma mercadoria e conseqüentemente tem seu preço, deixando em um plano secundário até mesmo a técnica, a arte, e o talento que o futebol pode brindar ao espectador, foi escolhido o período das nove primeiras copas disputadas, por apresentar características bem diferentes, de jogadores, clubes, dirigentes e torcedores.
Ao pesquisar em revista especializada, constata-se a mudança muito grande no que tange ao poder econômico dos clubes e a suas capacidades de pagar salários e despesas com jogadores, e que pode ser corroborado pela seguinte citação:

(...) tem sido comum, nos últimos tempos, confronto entre jogadores e dirigentes colorados por causa de dinheiro – o último tinha sido o do próprio Rímoli com o uruguaio Rubén Paz, que reclamava 24 000 dólares1 (...) devidos desde o ano passado2.
(Placar, pág. 27)


É uma afirmação da revista que remete à dificuldade econômica do clube porto-alegrense que encontrava dificuldade até mesmo para pagar os seus jogadores; à porta da insolvência.
Pouco tempo depois o Grêmio liberaria o jogador Valdo para Portugal para receber um salário de US$ 10 000 (tentador ao atleta), em clara diferença do poder econômico dos clubes brasileiros da época, embora suas dívidas fossem astronômicas para o período, pois giravam em torno de US$1000 000: “a dívida do Internacional chega em agosto instalada numa faixa entre 700 e 800 milhões de cruzeiros – sua despesa mensal alcança aos Cr$ 90 000 000”3.
Interessante é a análise que se pode fazer dos números. Atualmente qualquer jogador da seleção brasileira recebe em dólares, em libras ou em euros. O salário destes jogadores é inimaginável para a maioria dos brasileiros que veste a camisa verde e amarelo, e sai às ruas em festa pela vitória da seleção, idolatrando atletas que contrastam em muito com os antigos convocados que participaram das seleções que defenderam o Brasil nas copas de 30/34/38/50/54/58/62/66/70.
Pelos valores expressos na revista, pode-se ter idéia aproximada dos salários pagos aos jogadores dos clubes da primeira linha do futebol brasileiro como Grêmio e Internacional, nas décadas de 1970 e anteriores, e mesmo assim, o Brasil conseguiu três maravilhosas conquistas, tanto em resultado (três títulos) quanto em aproveitamento (3/9).
Essa simples leitura do texto acima já denota o contraste com o Brasil atual, sob um novo regime, um novo modelo econômico, inserido na economia globalizada, que vê seus jogadores transferindo-se para diferentes lugares do mundo, e mesmo assim a massa continua a torcer, pois para ela o mais importante é o que significa a camisa amarela. Orgulha-se simplesmente porque ela representa o Brasil, independente que vestido-a, estejam homens comuns que, seduzidos pela possibilidade de faturar milhões de dólares, não apresentem sentimento em comum com a maioria dos brasileiros, como os jogadores que vestiram a camisa da seleção nas nove primeiras copas, que são apresentadas como proposta de estudo neste planejamento.

Consulta: Revista Placar de 05/08/2010

sexta-feira, 14 de maio de 2010


UM SONHO PARA O RIO GRANDE DO SUL ESTÁ SE TORNANDO REALIDADE

Um ato simbólico deflagrou o processo de construção do novo estádio do Grêmio, que ficará localizado no bairro Humaitá, em Porto Alegre. No início da tarde desta sexta-feira, foi erguido o mastro oficial da arena tricolor, com 42 metros de altura, em cujo topo vai tremular uma bandeira gremista de 100 metros quadrados.

Na solenidade, estiveram reunidas diversas gerações do Grêmio. Dirigentes da época da Baixada e dos primeiros tempos do Olímpico, assim como diretores atuais do clube. Também compareceram atletas de diferentes períodos do time tricolor, como os goleiros Danrlei, um dos mais vitoriosos jogadores do clube, e Victor, destaque do time atual que pode ainda estar vestindo as cores do Grêmio quando a arena for inaugurada.

Segundo o presidente da Grêmio Empreendimentos, empresa criada para gerir o processo de construção do estádio, Adalberto Preis, "é um momento de extremo simbolismo, uma bandeira que poderá ser vista de longe por todos os gremistas". Ainda segundo o dirigente, as obras devem começar efetivamente em julho, com previsão de término para o final de 2012. "Já estamos na fase final para obter a liberação do projeto junto à prefeitura de Porto Alegre", assegurou.

Para o presidente do clube, Duda Kroeff, a bandeira hasteada torna irreversível o processo de construção do estádio. "Agora não tem mais volta, a bandeira está cravada aqui. Quem estava 'secando', vai ter que desistir". O dirigente também fez questão de lembrar que a troca de sede será um momento difícil. "Eu sou um apaixonado pelo Olímpico, comecei a frequentá-lo com cinco anos de idade, mas a vida anda pra frente", afirmou.

Além da construção da arena com capacidade para mais de 50 mil torcedores, o projeto do novo estádio tricolor prevê estacionamento subterrâneo, hotel, centro de convenções e área a ser explorada comercialmente.

Extraído do Terra Grêmio em 14/05/2009 às 20:18 h.

texto original de Douglas Ceconello

DISCIPLINA: GEOGRAFIA
8ª SÉRIE
TAREFA DESENVOLVIDA EM SALA DE AULA
GABARITO
Observe os textos a partir da página 90 do nosso livro, e prepare seu próprio texto para consulta para a avaliação. Procure analisar os seguintes aspectos:

• Condições de vida da população.
Os europeus estão incluídos entre os que apresentam os melhores índices na avaliação do padrão de vida. Analisando a tabela da página 92, constatamos que dos vinte países com melhor índice de desenvolvimento humano no mundo, quinze são europeus, ou seja, estes países apresentam melhores condições de educação, saúde, saneamento, analfabetismo, e distribuição das riquezas produzidas. Considerando o aspecto econômico, vemos pelos dados estatísticos apresentados no livro, que entre os dez países mais ricos do mundo, cinco são europeus.
• Empresas multinacionais.
Na Europa, pelo elevado nível de desenvolvimento, cresceram grandes empresas que atuam em diferentes setores da economia, com grande capital, e que abriram filiais em diferentes lugares do mundo para aumentar seus lucros através da exploração de mão de obra e mercado consumidor. Exemplos de multinacionais: Coca Cola, Honda, Phillips, Renault etc.
• Índice de modernidade dos países e características dos parques industriais.
Na página 93, vemos que os grandes grupos europeus fazem grandes investimentos em pesquisa. Essas pesquisas buscam desenvolvimento de novas tecnologias. O parque industrial europeu é diversificado, com atuação em vários setores como eletroe-etrônico, telecomunicações, química, aviões, energia nuclear etc.
• Característica do setor terciário.
O setor terciário também é bastante desenvolvido e diversificado. Sendo o setor que compreende comércio e serviços, tem a Europa grandes redes de supermercados como Carrefour (França), Bancos co mo Santander (Espanha), telefonia como a TIM (Itália). A moda e a alta costura representam fonte de divisas para França e a Itália.
Agropecuária – subsídios, PAC, PAC e a comunidade internacional, diversificação de produtos (citar os principais).
O setor primário da economia da Europa apresenta uma grande importância e diversidade. Como característica de países desenvolvidos, os europeus usam técnicas modernas para plantar e colher, garantindo assim grande produtividade. Através da forma intensiva têm um grande rebanho de bovinos. Criam também suínos e ovinos.
Os europeus dedicam-se também a um amoderna pesca, tanto no sul quanto no norte.
Além das atividades citadas, sobressai a atividade extrativa, principalmente de petróleo, carvão, ferro, e manganês, o que não significa que os países sejam auto-suficientes pelo alto consumo de matérias-primas pela sua indústria diversificada.
Não confundir o PAC europeu com o brasileiro, pois o europeu está relacionado ao setor agrícola e o brasileiro à infraestrutura.
Subsídios ao mesmo tempo em que garantem privilégios e competitividade aos diversos setores, causam sérios atritos com a comunidade internacional, pois garantem preços artificiais.