Além da paixão pela História, sou aficionado em literatura. Gosto de romances e poesias.
São vários os livros que gostaria de apresentar e certamente o farei em tempo oportuno.
O primeiro livro, a primeira obra que gostaria de comentar é poesia. O trabalho de um grande poeta romântico brasileiro do século XIX: Casimiro de Abreu.
Este jovem fluminense que faleceu prematuramente legou um trabalho belíssimo que recebeu elogios de Alceu Amoroso Lima, Machado de Assis, Olavo Bilac, Manuel Bandeira, Silvio Romero, todos sem economizar elogios ao poeta.
Casimiro de Abreu nasceu no Rio de Janeiro em 04 de janeiro de 1839 e faleceu em 19 de outubro de 1860. Viveu pouco mais de vinte e um anos, mas o suficiente para marcar a literatura brasileira com obras que tiraram de Sílvio Romero elogios como este: “É muitas vezes um cantar de fogo disfarçado em volatas doces e sutis como cochichos de brisas e flores; é alguma coisa de doloroso, de veemente velada em gazas de seda e arminho, sentida como uma punhalada, mas suave e macia como pétalas de odorosos jasmins”, ou este de Manuel Bandeira: “ Casimiro de Abreu é seguramente o mais simples, o mais ingênuo de nossos poetas e isso soube conquistar a ele o primeiro lugar na preferência do povo”.
Transcrevo abaixo um fragmento da poesia Moreninha escrita em 1857:
Moreninha, moreninha
Tu és do campo a rainha,
Tu és senhora de mim;
Tu matas todos d’amores,
Faceira vendendo as flores
Que colhes no teu jardim.
Quando tu passas n’aldeia
Diz o povo a boca cheia:
- Mulher mais linda não há!
“Ai,! Vejam como é bonita
“Co’as tranças presas na fita,
“Co’as flores no samburá!” –
(...) Ai! Morena, ai! Meus amores,
Eu quero comprar-te as flores,
Mas dá-me um beijo também;
Que importam rosas do prado
Sem o sorriso engraçado
Que a tua boquinha tem?...
Apenas vi-te sereia,
Chamei-te – rosa da aldeia –
Como mais linda não há.
- Jesus! Como era bonita
Co’as tranças presas na fita,
Co’as flores no samburá!
Merecedor de destaque também é o não menos genial Álvares de Azevedo, poeta do período romântico do mesmo século.
Por Mim?
Teus negros olhos uma vez fitando
senti que luz mais branda os acendia,
Pálida de languor, eu vi-te olhando -
Mulher do meu amor, meu serafim,
Esse amor que em teus olhos refletia...
Talvez! - era por mim?
Pendeste, suspirando, a face pura,
Morreu nos lábios teus um ai perdido...
Tão ébrio de paixão e de ventura!
Mulher do meu amor, meu serafim,
Por quem era o suspiro amortecido?
Suspiravas por mim?
Mas... eu sei!... ai de mim? Eu vi na dança
Um olhar que em teus olhos se fitava
Ouvi outro suspiro... d'esperança!
Mulher do meu amor, meu serafim,
Teu olhar, teu suspiro que matava...
Oh! não eram por mim!
AZEVEDO, Manuel Antônio Álvares. Lira dos vinte anos. Porto Alegre: L&PM, 1988.
terça-feira, 21 de abril de 2009
EROS E THANATOS
A relação do homem com a natureza se divide entre o amor e o ódio, pois manifesta-se no interior de todo ser humano uma força maniqueísta. Trava-se dentro dele um conflito milenar entre o racional e o natural. Emergem das batalhas travadas em suas entranhas resultados surpreendentes, ora de amor, construtivo que o puxa ao sentimento ligado ao útero, planeta, ora o ódio racional explorador e egoísta.
Lembrar a relação homem natureza passa da simplicidade dos povos primitivos que viam nela a fonte da vida e da existência humana na terra à sociedades mais complexas. Há 500 anos o sílex abria o peito no sacrifício para garantir o nascer do sol no dia seguinte no solo mexicano logo dominado pelo conquistador branco. Era o homem ainda a curvar-se diante da grandiosidade de seus deuses que eram somente manifestações naturais da sociedade teocrática em que viviam.
Este racional que tentava entender e explicar o funcionamento de tudo criando mitos e deuses, foi gradativamente cedendo espaço às idéias científicas do conquistador.
Enquanto isso, no outro lado do mundo o europeu já lutava contra os grilhões da Igreja e desvencilhava-se do Deus cristão que do amanhã tudo proverá, e partia inexorável para uma fase de rumo à ciência, do desvendar de outros mistérios baseados em métodos e técnicas, desvelando segredos relegados secularmente a um plano inferior pelos homens tementes a Deus.
Em pouco tempo desaparecem, pelo menos superficialmente, os mistérios, os tabus e corpos ardem nas fogueiras constituindo-se nos primeiros quilos de carvão com vestígio e cheiro de homem lançados ao espaço. E a escalada prossegue. Em sua ânsia de saber o homem cria o seu primeiro clone ainda no início da Idade Moderna. Do Sapiens Sapiens Ser surge um outro com uma anomalia genética, o Sapiens Sapiens Ter. Com ele a dicotomia do ódio.
Em sua trajetória pelo espaço sideral o planeta que vivemos percorre um caminho sem volta e nós como ele também. O novo Sapiens Sapiens Ter que exterminou quase completamente no mundo ocidental o outro, o Ser, astuto, nasce com sentimentos comuns inerentes aos outros humanos como o egoísmo, a inveja e o comum a tudo e a todos os seres que é o oportunismo. O que se vê então são transformações que acumulam privilégios aguçando os sentimentos mais selvagens da espécie que estimulam lutas incessantes, e aos menos avisados incompreensíveis, entendidas como forças de amor e de ódio pela natureza.
Lembrar a relação homem natureza passa da simplicidade dos povos primitivos que viam nela a fonte da vida e da existência humana na terra à sociedades mais complexas. Há 500 anos o sílex abria o peito no sacrifício para garantir o nascer do sol no dia seguinte no solo mexicano logo dominado pelo conquistador branco. Era o homem ainda a curvar-se diante da grandiosidade de seus deuses que eram somente manifestações naturais da sociedade teocrática em que viviam.
Este racional que tentava entender e explicar o funcionamento de tudo criando mitos e deuses, foi gradativamente cedendo espaço às idéias científicas do conquistador.
Enquanto isso, no outro lado do mundo o europeu já lutava contra os grilhões da Igreja e desvencilhava-se do Deus cristão que do amanhã tudo proverá, e partia inexorável para uma fase de rumo à ciência, do desvendar de outros mistérios baseados em métodos e técnicas, desvelando segredos relegados secularmente a um plano inferior pelos homens tementes a Deus.
Em pouco tempo desaparecem, pelo menos superficialmente, os mistérios, os tabus e corpos ardem nas fogueiras constituindo-se nos primeiros quilos de carvão com vestígio e cheiro de homem lançados ao espaço. E a escalada prossegue. Em sua ânsia de saber o homem cria o seu primeiro clone ainda no início da Idade Moderna. Do Sapiens Sapiens Ser surge um outro com uma anomalia genética, o Sapiens Sapiens Ter. Com ele a dicotomia do ódio.
Em sua trajetória pelo espaço sideral o planeta que vivemos percorre um caminho sem volta e nós como ele também. O novo Sapiens Sapiens Ter que exterminou quase completamente no mundo ocidental o outro, o Ser, astuto, nasce com sentimentos comuns inerentes aos outros humanos como o egoísmo, a inveja e o comum a tudo e a todos os seres que é o oportunismo. O que se vê então são transformações que acumulam privilégios aguçando os sentimentos mais selvagens da espécie que estimulam lutas incessantes, e aos menos avisados incompreensíveis, entendidas como forças de amor e de ódio pela natureza.
EVOLUÇÃO HUMANA
Lendo um livro didático de História fiquei intrigado com um conceito. Não vou citar o título ou o nome e o autor porque o meu objetivo não é polemizar, vou procurar simplesmente adotar a idéia como parâmetro de uma reflexão sobre o que li e ouvi.
O livro diz: “No caso do homem, essa evolução, além de biológica, é também cultural”.
Sobre evolução biológica nada tenho para comentar, deixo isso para os profissionais da Biologia. Entretanto, chama-me atenção o trecho da evolução cultural.
Sempre tenho o máximo cuidado para não associar as duas palavras, evolução e cultura, que para mim são como água e óleo, pois por maior que seja a boa vontade do cientista ao tentar misturá-las estará inevitavelmente fadado ao insucesso.
O homem através do tempo mudou a forma de conviver com outro homem de inúmeras maneiras. Desenvolveu tecnologia que permite comunicação há poucos anos, inimaginável, acentuando as mudanças e costumes, inventou, construiu, no entanto atribuir evolução cultural ao sapiens constitui-se certamente não um exagero, mas um equívoco.
Seriam necessárias incontáveis linhas para fundamentar algo que parece tão óbvio, e é claro não disponho de espaço neste blog para isso e certamente os leitores não teriam paciência para tanto. Então o que fiz foi acessar na internet algumas fotos que fizeram a história, e através delas, dar a clara idéia que o homem encontrou novas formas de viver, mas que não podem de forma nenhuma receber a denominação de evolução, que traz em si a idéia de aperfeiçoamento e melhora, o que não aconteceu, e as fotos acima provam isto. São imagens de dor e sofrimento que deixam claro que um ser que tem mais de cem mil anos de oportunidades não evoluiu, apenas mudou.
O livro diz: “No caso do homem, essa evolução, além de biológica, é também cultural”.
Sobre evolução biológica nada tenho para comentar, deixo isso para os profissionais da Biologia. Entretanto, chama-me atenção o trecho da evolução cultural.
Sempre tenho o máximo cuidado para não associar as duas palavras, evolução e cultura, que para mim são como água e óleo, pois por maior que seja a boa vontade do cientista ao tentar misturá-las estará inevitavelmente fadado ao insucesso.
O homem através do tempo mudou a forma de conviver com outro homem de inúmeras maneiras. Desenvolveu tecnologia que permite comunicação há poucos anos, inimaginável, acentuando as mudanças e costumes, inventou, construiu, no entanto atribuir evolução cultural ao sapiens constitui-se certamente não um exagero, mas um equívoco.
Seriam necessárias incontáveis linhas para fundamentar algo que parece tão óbvio, e é claro não disponho de espaço neste blog para isso e certamente os leitores não teriam paciência para tanto. Então o que fiz foi acessar na internet algumas fotos que fizeram a história, e através delas, dar a clara idéia que o homem encontrou novas formas de viver, mas que não podem de forma nenhuma receber a denominação de evolução, que traz em si a idéia de aperfeiçoamento e melhora, o que não aconteceu, e as fotos acima provam isto. São imagens de dor e sofrimento que deixam claro que um ser que tem mais de cem mil anos de oportunidades não evoluiu, apenas mudou.
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