domingo, 22 de agosto de 2010

UM PRESIDENTE PARA SER ESQUECIDO

Alguns acontecimentos nos levam a atitudes que jamais imaginamos.

Os últimos acontecimentos nos fazem refletir sobre o que está acontecendo dentro do Grêmio Futebol Porto-alegrense. Sua situação é lamentável. E o pior é que é morte encomendada. Aliás, pressentimos desde a eleição da atual direção que um ar funesto pairava sobre o Olímpico.

O trágico sobre o time com maior torcida do Rio Grande do Sul, que está à frente na grande pesquisa pela preferência do torcedor do Brasil sobre grandes clubes, perdendo apenas para times do eixo Rio -São Paulo, começou com a indicação do Vice Presidente para organizar o futebol tricolor. Ali, depois da eleição do novo nome para a presidência, delineava-se a grande tragédia gremista.

Neste momento difícil, longe de Porto Alegre, não nos resta senão esperar que as correntes positivas que trabalham e sempre trabalharam em favor do nosso clube imaginem uma solução mágica para tirá-lo deste marasmo imposto pela direção sem competência, que, inexplicavelmente, insiste em alegar que é gremista, como se ser gremista simplesmente bastasse para administrar um clube de tal magnitude.

A quem interessar possa: para ser presidente do Grêmio não basta ser gremista. Primeiro porque só gremista se candidata a tal cargo, ou somos bobos o suficiente para imaginar que o mais fanático dos colorados poderia ser um competente e apaixonado presidente do Grêmio, segundo porque o presidente eleito assume compromisso para conduzir o Grêmio ao sucesso e não para afundar-se em um mar de derrotas e desculpas, levando consigo o clube mais querido do Rio Grande.

Erros inaceitáveis com a contratação de Paulo Autuori, da forma como foi feita e no momento que foi feita; a contratação de Silas, que saiu após oito meses de trabalho, em pleno mês de agosto, e incrivelmente nada deixou de positivo, somente a certeza da incompetência do Vice e do Presidente, que como cidadãos e gremistas, são dignos de todo o respeito, mas que infelizmente, como administradores, constituem-se em pessoas que todo o gremista gostará de esquecer, e colocar aquelas linhas que registram nos anais da história desta administração serem folhadas às pressas, para evitar a tristeza durante a leitura da lembrança de momentos tão tristes impostos por esta malfadada e infeliz direção.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

ELEIÇOES 2010: O NAUFRÁGIO DOS SONHOS

ELEIÇOES 2010: O NAUFRÁGIO DOS SONHOS
O texto ao final é triste, não só hilário como parece à primeira leitura, porque se refere à vida de todos nós.
Referido-me a ele, afirmo que feliz foi o comentário do então presidente da República, Jucelino Kubischec: "Não sou intérprete de acontecimentos sociais e políticos. Aguardo as interpretações do próprio povo".
Podemos lembrar para fatos mais recentes, a eleição que elegeu Fernando Collor de Melo, quando tivemos possibilidade de assistir debates acalorados entre candidatos de alto nível, respeitáveis cidadãos (pelas suas trajetórias políticas, e não pessoais, que não tenho a intenção de discutir), evidente que sem atribuir qualquer deslize aos atuais, mas analisar as suas posturas como pretendentes à presidência, seus procedimentos.
Lamentáveis são as artimanhas adotadas pelos partidos para blindar candidatos, restringindo assuntos, vocabulário, fazendo aflorar toda a hipocrisia a que está submetido o povo brasileiro, a essa artificialidade, que faz com que os candidatos não ultrapassem aos limites da superficialidade sobre saúde, educação e segurança, sem apresentar propostas efetivas, tudo baseado no lamentável e equivocado “achismo”, descambando, como não poderia deixar de ser, para a velha demagogia.
Entristecidos, vemos uma candidata sem a menor qualificação para o exercício do cargo mais importante da República, escondida à sombra de um presidente carismático, (até mesmo pelas bobagens que diz (como por exemplo, que quando se aposentar não irá para Harvard ou Paris), que paradoxalmente encanta um povo desorientado. Uma candidata que não apresenta um discurso próprio e firme que convenhamos, é essencial para quem tem a pretensão de assumir a presidência de um país da dimensão do Brasil. O outro, coitado; acuado, não sabe se recorre ao seu antecessor partidário, para não estimular àquele que enxergo só como uma sombra a recorrer ao seu padrinho, o que o aniquilaria. Quanto a candidata do PV, e o candidato do PSOL, são café com leite e dispensam comentário.
Para quem estuda História é mais triste ainda, porque sabe dos acontecimentos que antecederam as eleições para o substituto de Getúlio Vargas na década de 1940, quando tudo foi decidido após o seu aval, ao candidato de PSD, que até aquele momento não conseguia fazer com que decolasse a sua candidatura. E pelo andar da carruagem, por incrível que possa parecer, mais de sessenta anos depois, a despeito dos números que mentirosamente aclamam um incremento à educação, vemos a reprise de uma tática getulista ser bem sucedida.
Diante do quadro político atual, gostaria de remeter esta crônica a um pequeno texto que retirei da internet (Wikipédia).
Parece piada mas não é.
Rinoceronte Cacareco
Cacareco foi um rinoceronte do Zoológico de São Paulo que, nas eleições de outubro de 1958 para vereador da cidade, ganhou cerca de 100 mil votos. À época, a eleição era realizada com cédulas de papel e os eleitores escreviam o nome de seu candidato de preferência.
Cacareco foi um dos mais famosos casos de voto nulo em massa da história da política brasileira, uma vez que se tornou o "candidato" mais votado do pleito: o partido mais votado não chegou a 95.000 votos.
Após o resultado das eleições, Stanislaw Ponte Preta comentou no jornal Última Hora que "diversos membros da cúpula do PSP andaram rondando a jaula de Cacareco, para o colocarem no lugar de Adhemar de Barros". Já o então presidente Juscelino Kubitschek declarou: "Não sou intérprete de acontecimentos sociais e políticos. Aguardo as interpretações do próprio povo".
A idéia de lançar o animal como candidato teria sido do jornalista Itaboraí Martins, em protesto contra o baixo nível dos outros 450 concorrentes. O fato se tornou notório e serviu como referência para várias análises de percentuais no Brasil de voto nulo e dos chamados votos de protesto.

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