sábado, 31 de julho de 2010

GUERRA DO IRAQUE

Sob o pretexto de combater a violência de Sadam Hussein, uma força de coalisão invadiu o Iraque. Interessante é que os motivos alegados para a invadir o rico país produtor de petróleo não foram confirmados, e mesmo contrariando decisão da ONU foi iniada a guerra genocida.
Navegando pela internet obtive um texto com dados interessantes sobre o número de mortos após a invasão. São dados estarrecedores pela quantidade de pessoas mortas impunemente pelas forças invasoras que semeia terror e desespero.
Leiam o texto abaixo:

Pelo menos 85 mil pessoas morreram por conta da violência no Iraque entre 2004 e 2008, segundo um relatório oficial do governo iraquiano divulgado na terça-feira, 13, sobre o número de vítimas desde o início da guerra empreendida no país. A investida dos EUA teve inócio em março de 2003, mas o período foi excluído das estatísticas porque não havia governo e o comando interino só assumiu a partir de meados de 2004.

O documento do Ministério dos Direitos Humanos do Iraque é parte de um estudo sobre a situação do país e informa que 85.694 pessoas morreram no período e outras 147.195 sofreram algum tipo de ferimento. Segundo dados do governo obtidos pela Associated Press, os mortos passam de 87 mil se o período for considerado de 2005 até o início de 2009.

Desde o aumento da violência no país após a investida liderada pelos EUA, documentar as ocorrências de morte no país se tornou uma tarefa difícil. O relatório se baseou nos certificados de morte emitidos pelo Ministério da Saúde e constitui o primeiro documento oficial em torno do número de vítimas desde 2003, quando a guerra começou.

O relatório descreveu os anos que seguiram à invasão americana, que tinha o objetivo de acabar com os resquícios do regime de Saddam Hussein, como extremamente violentos. "Por meio de ataques terroristas como explosões, assassinatos e sequestros, os grupos fora-da-lei criaram terríveis situações que representam um grande desafio à lei e ao povo iraquiano", diz o documento.

Também foram publicadas estatísticas específicas, como a morte de 1.279 crianças e 2.334 mulheres. O documento ainda contabiliza a morte de 263 professores, 21 juízes, 95 advogados e 369 jornalistas, todas profissões que se tornaram alvos desde que o país mergulhou numa onda de violência. As mortes incluem também 15 mil corpos sem identificação que não foram reclamados por suas famílias e foram enterrados em cemitérios especiais.

Retirado da internet em 01/08/2010/ 19:46

Fonte: Estadão - Associated Press 14 de outubro de 2009 | 12h 03

sexta-feira, 30 de julho de 2010

AS TRANSFORMAÇÕES NA CHINA

China supera Japão como 2ª maior economia do mundo

PEQUIM (Reuters) - A China superou o Japão e tornou-se a segunda maior economia do mundo, como resultado de três décadas de crescimento acelerado.

Dependendo do ritmo de alta da taxa de câmbio, a China está no caminho para ultrapassar também os Estados Unidos e ocupar o primeiro lugar por volta de 2025, de acordo com projeções de Banco Mundial, Goldman Sachs e outros.

O país chegou perto de superar o Japão em 2009 e a informação de uma autoridade do governo de que isso foi conquistado agora não é uma surpresa.

"A China já é agora, de fato, a segunda maior economia do mundo", disse Yi Gang, chefe do órgão regulador de câmbio, nesta sexta-feira.

Deixar o Japão para trás pode dar a China o direito de vangloriar-se, mas a renda per capta chinesa, de cerca de 3.800 dólares por ano, é uma fração da japonesa ou norte-americana.

"A China ainda é um país em desenvolvimento, e devemos ter sabedoria suficiente para nos conhecermos", acrescentou Yi, quando questionado se já é hora de o iuan se tornar uma moeda internacional.

PODE SER SUSTENTÁVEL?

Espera-se que a economia chinesa tenha crescido 11,1 por cento no primeiro semestre de 2010 na comparação com o mesmo período do ano passado, e provavelmente deve acumular expansão superior a 9 por cento no ano como um todo, de acordo com Yi.

A média anual de crescimento da China tem sido maior que 9,5 por cento desde que o país realizou reformas de mercado em 1978. Mas esse ritmo deve desacelerar com o tempo por uma questão de aritmética, segundo Yi.

Se a China puder ostentar um crescimento nesta década entre 7 e 8 por cento ao ano, ainda será uma forte performance. A questão é se o ritmo pode ser sustentado, afirmou Yi, considerando também as restrições ambientais que o país enfrenta.

Caso a China consiga manter um avanço anual entre 5 e 6 por cento ao ano na década de 2020, o país terá sustentado um rápido crescimento por 50 anos --o que, segundo Yi, seria algo sem precedentes na história.

Em um importente tema, contudo, a China ainda fica para trás: ansiosa para se proteger da volatilidade dos mercados globais, não permite que sua moeda seja livremente comercializada, a não ser para fins de comércio e investimentos estrangeiros diretos.

Yi disse que Pequim não tem um momento certo para tornar o iuan totalmente conversível. "A China é muito grande e seu desenvolvimento é desequilibrado, o que torna esse problema muito mais complicado. É difícil chegar a um consenso sobre isso", disse.

Na mesma linha, a China não tem pressa em transformar o iuan numa moeda global. "Precisamos ser modestos. Se outras pessoas escolhem o iuan como moeda de reserva, não impediremos isso se ocorrer por demanda do mercado. Porém, não nos esforçaremos para promover isso", acrescentou.

Fonte: Sexta-feira 30/7/2010, às 12:44 Aileen Wang e Alan Wheatley, Yahoo, 17:17.



sábado, 17 de julho de 2010

África: a enteada do mundo capitalista

Achei interessante a matéria abaixo na internet, embora acredite que a maioria dos leitores deste espaço já devam ter lido. Mas para quem não leu, que sirva de alerta para o que se projeta para o Brasil em 2014.
Sugiro aos meus alunos, especialmente, que reservem um tempo, uma atenção especial para os conteúdos de disciplinas como História, Geografia, Sociologia e Filosofia, para evitar os engodos a que foram submetidos os sul-africanos neste fatídico ano de 2010.
Ao ler o texto, observe atentamente frases interessantes como: "Na realidade, a camada mais pobre está mais pobre e a diferença social entre pobres e ricos aumentou", diz a entidade num relatório que pretende "evitar o ufanismo na Copa" e "mostrar as coisas como são", ou: (...) "Se o governo teve dinheiro para gastar com estádios, por que não abriu um hospital para sua própria população", e mais: (...) Segundo um grupo de ONGs locais, o dinheiro usado para o Mundial pelo governo seria suficiente para construir casas para 12 milhões de sul-africanos que vivem em favelas.
No ritmo que estão sendo conduzidos os fatos, o Brasil seguirá os passos da grande farsa mundial que se constitui o país sul-africano.


Fim da Copa devolve África do Sul à sua realidade de pobreza e violência


17 de julho de 2010 | 17h 27

Mazelas antigas. Soweto, distrito de Johannesburgo: fim do sonho e volta aos velhos problemas

Poucas horas depois de Iker Casillas levantar a taça de campeão do mundo, há exatos sete dias em Johannesburgo, o governo sul-africano ordenava que tropas ocupassem algumas das regiões mais miseráveis da cidade para frear uma tensão latente de ataques xenófobos contra imigrantes estrangeiros. No dia seguinte, funcionários de empresas de energia confirmavam a intenção de entrar em greve.

Passada a euforia, milhões de cidadãos continuavam desempregados e a África do Sul voltava à sua dura realidade. Depois que o circo da Copa do Mundo deixou o país, ficaram a pobreza, a aids, a violência, a desigualdade social e, principalmente, uma divisão profunda entre os líderes sobre qual deve ser o projeto de país para a África do Sul.

Para o mundo exterior, o presidente Jacob Zuma usou a Copa para mostrar uma nova imagem da África do Sul, capaz de realizar grandes eventos. Seu governo não esconde que quer receber os Jogos Olímpicos de 2020 e, principalmente, um lugar no Conselho de Segurança da ONU. Sem poder calcular os ganhos reais do Mundial, Zuma optou por um discurso ambíguo. "Não há preço para o que ganhamos ao abrigar essa Copa."

Para ativistas sociais e parte da população, o que Zuma fez foi usar a Copa para criar uma espécie de cortina de fumaça sobre a real situação sul-africana. Analistas acreditam que a falta de serviços públicos, corrupção e discórdia entre os líderes está em seu ponto mais alto nos 16 anos de democracia do país.

Segundo o Conselho de Pesquisas de Ciências Humanas da África do Sul, "a proporção de pessoas vivendo na pobreza na África do Sul não mudou de forma significativa desde 1994". "Na realidade, a camada mais pobre está mais pobre e a diferença social entre pobres e ricos aumentou", diz a entidade num relatório que pretende "evitar o ufanismo na Copa" e "mostrar as coisas como são".

A tensão entre as classes não desapareceu. A primeira euforia que tende a sumir é o sentimento pan-africano que Zuma tentou estabelecer com a Copa. Com a África do Sul eliminada, televisões, governo e rádios insistiam que a população local deveria torcer para Gana. Mas, com 25% de taxa de desemprego e atraindo imigrantes de países vizinhos, os sul-africanos vivem em conflito com os estrangeiros, lutando por espaço nas favelas e nos trabalhos. Explosões de violência contra estrangeiros foram registrados em 2008 e 2009. Agora, a "nação arco-íris" já teme o pior de novo.

Para grupos de direitos humanos, o fim da Copa deve intensificar os confrontos. Pelo menos 130 mil empregos temporários criados para o Mundial deixaram de existir. Tanto a Fundação Nelson Mandela como a ONG Pulse, da África do Sul, admitiram em declarações nesta semana que o risco de violência aumentou com o fim do evento.

"As ameaças de violência maciça relacionada como xenofobia voltaram", admitiu Duncan Breen, do Consórcio para Refugiados e Migrantes na África do Sul. "Está na hora de o governo parar com o discurso de que a Copa nos uniu e passar a agir para evitar mortes", disse.

Para a Anistia Internacional, o governo "limpou" as cidades de seus problemas, transferindo desabrigados e impedindo a entrada de estrangeiros.

Se não bastassem os problemas com estrangeiros, a insatisfação de trabalhadores de vários setores aumenta. Antes e durante a Copa, sindicatos ameaçaram entrar em greve como forma de pressionar por melhores salários. A gigante de energia Eskom evitou o pior, mas não descarta a hipótese de haver apagões ainda este ano.

Lilian, uma moradora do Soweto, ironizou o evento e o discurso do governo. "Nem percebi que a Copa era aqui", disse. "As promessas eram que nossa vida mudaria. Agora, a Copa acabou e continuo desempregada. Se o governo teve dinheiro para gastar com estádios, por que não abriu um hospital para sua própria população".

Dados oficiais mostram que o custo da Copa foi multiplicado por 11 entre 2004 e 2010. Segundo um grupo de ONGs locais, o dinheiro usado para o Mundial pelo governo seria suficiente para construir casas para 12 milhões de sul-africanos que vivem em favelas. Do outro lado, a Fifa arrecadou US$ 3,2 bilhões em renda com o evento e sem pagar um centavo sequer em impostos ao país sede. Para o CEO da Copa, Danny Jordaan, ver o Mundial dessa maneira é uma "prova de miopia". "No longo prazo, todos vão ganhar", garantiu.

O escritor sul-africano Rian Malan é de outra opinião. "A Fifa encorajou o governo a gastar bilhões que não tínhamos em estádios que não precisamos. Agora, infelizmente, ficaremos com dívidas por anos", disse.

Fonte: Estadão.com.br - sábado, 17/07/2009, 18:59.